Biografia

Nanda é uma multiartista, web e designer gráfico autodidata e educadora recifense, com licenciatura em Letras (FSM) e Mestrado em Teoria da Literatura (UFPE). Possui experiência como redatora publicitária, revisora de texto e formatação acadêmica. Foi professora-pesquisadora na Nova Escola e Faculdade Única, bem como professora de Português, Artes e Inglês no Ensino Funamental e Médio, pelo Governo do Estado de Pernambuco. Além de atuar como corretora para o CAED na UFJF. E professora bolsista de Português para Estrangeiros na UFPE, período em que cursava o doutorado (inconcluso) na mesma instituição acadêmica. Artesã de cumbuca terracota no Beberibe Atelier.

É autora da intervenção poética Ter Fé, realizada em 27 de julho, em Gravatá, no País da Literatura, do Festival Pernambuco Meu País, que consiste na panfletagem de santinhos evangélicos com o poema “Ter Fé” escrito à mão sobre os panfletos, na qual Nanda aborda mulheres com a pergunta “Aceita falar sobre a sua fé?”. Participou, ainda, do 21º Festival Recifense de Literatura A Letra e A Voz, tanto com a intervenção poética “Ter Fé” no estande do Selo Beberibe (produtora cultural e editorial de Nanda). Sendo, ainda, instrutora de Audiovisual do Centro de Promoção dos Direitos da Mulher Marta Almeida, da Secretaria da Mulher da Prefeitura da Cidade do Recife, desde 2024, onde realizou a Primeira, Segunda e Terceira Mostra de Vídeos Curtos, que consiste na exibição das produções audiovisuais das alunas de Audiovisual.

Foi capa da Revista Continente com portfólio sobre Mestra Joana Cavalcante, publicado na edição n. 273, setembro de 2023. Contando, ainda, com os portfólios sobre Flavia Bomfim, em 01 de julho de 2022, na edição n. 259 e sobre Abiniel João Nascimento, publicado em 01 de março de 2023, na edição n. 267. Além dos artigos O corpo sensível do livro-objeto”, em 06 de maio de 2019, na edição n. 221; e Arquitetura de uma selva revelada, em 03 de janeiro de 2023, na edição n. 265. Realizou mediação de bate-papo “Livro-objeto: quando a materialidade é essencial à narrativa”, ao vivo e on-line, no Circuito Cultural de Pernambuco Digital, em 11 de dezembro de 2020. Nanda integrou, ainda, a obra artística CapiDançaBaribéNois, do artista visual Ernesto Neto, ocorrida na Oficina Franscisco Brennand (Várzea) com o Coco de Duas, em 2023.

Funda o Coco Atrevido (tendo como base o antigo Coco Coletivo), plataforma (no Instagram) e rede feminista e LBTQIAPN+, antipatriarcal e antirracista, com foco em coco de roda, cultura popular e periferia. Sendo, pois, uma ferramenta política de educação e comunicação, em que se destaca a iniciativa Projeto como Política, que orienta e apoia a elaboração e execução de projetos de mulheres trans, cis, travestis e periféricas. À época do Coco Coletivo, destaca-se as rodas de conversa Papo Mara, na casa de mulheres, com temas feministas emergentes; Biografando, que educa sobre jornalismo e produz conteúdo sobre mulheres. Em conjunto com o Selo Beberibe, enquanto produtora cultural e editorial, Nanda assina o projeto do livro Pequeno Manual da Artista Floral: das flores secas à venda no Instagram, além da elaboração do projeto Minicurso de Arte Floral, níveis iniciante e intermediário, ambos da florista Rafaely Alves, aprovados pelo FIC/SIC da Prefeitura da Cidade do Recife. Ambos orientados pelo Projeto como Política do Coco Atrevido (Coco Coletivo).

Somando 17 anos de experiência no meio editorial, artístico e literário, Nanda é, ainda, uma das fundadoras do renomado e antigo projeto de crítica cultural Outros Críticos, onde editou, escreveu e produziu eventos e publicações diversas com diferentes artistas de renome. Com forte atuação nos projetos editoriais virtuais e impressos da iniciativa, além da escrita de textos críticos e entrevistas para 12 edições, física e virtual, da Revista Outros Críticos. Produzindo o Festival Outros Críticos na Torre Malakoff e demais eventos editoriais e musicais relevantes, como No mínimo era isso”, com diversos musicistas renomados, da cena recifense, no Teatro Arraial Ariano Suassuna. Projeto que foi encerrado após 12 anos de atuação no meio cultural, com destaque à publicação “Ninguém é perfeito e a vida é assim: a música brega em Pernambuco” (Indicado ao Prêmio Jabuti), de Thiago Soares. 

Na música, revela influência da cultura popular brasileira, como nas composições autorais de coco de roda “Bebe e Arriba, Lavadeira”, “Na beira de Linha do Tiro” e “No meu peito, relampegô”, tendo o pandeiro como base para suas criações, além do violão e guitarra. Desenvolveu o projeto de Pandeiro Lúdico para levar a cultura do coco de roda no Córrego do Sargento, comunidade majoritariamente cristã protestante, em Linha do Tiro, Recife, Pernambuco, na sede do Coletivo Sargento Perifa. O qual Nanda é integrante e, também, uma das colaboradoras voluntárias do núcleo de jornalismo comunitário do Coletivo parceiro do Coco Atrevido. Com previsão de realização do projeto Ancestralidade em nós do Sargento Perifa, um amadurecimento das aulas de Pandeiro Lúdico, que está em fase de habilitação no FIC/SIC da Prefeitura da Cidade do Recife.